Pólio no Brasil

O cenário da Polio no Brasil

Há 312 municípios no país, especialmente na Bahia, com risco de surto de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Em alerta o Ministério da Saúde afirmou que há 28 anos o país não registra casos da doença, no entanto, o risco de retorno é grande, por causa da resistência de pais e mães em vacinarem os filhos. A ameaça existe em todos os locais com coberturas abaixo de 95%, mas está mais crítica nessas 312 localidades, que estão abaixo de 50%.

A poliomielite, doença deformadora e por vezes fatal, ainda ameaça crianças em algumas partes do mundo. O vírus da pólio invade o sistema nervoso e pode causar paralisia em questão de horas em qualquer pessoa, mas principalmente em menores de cinco anos. Apesar de não haver cura para a doença, ela pode ser evitada através da vacinação.

Cenário em Mato Grosso 

Sete cidades de Mato Grosso estão entre as que correm o risco de voltar a registrar casos de poliomielite, no país. Na lista aparecem os municípios de Jauru (3,36), Denise (16,67), Nova Brasilândia (20,83), Nobres (31,05), Reserva do Cabaçal (31,43), Pedra Preta (35,58) e Vale de São Domingos (41,18).

 Conforme o Ministério da Saúde, os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos filhos, em especial os menores de cinco anos. "As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno", enfatizou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI).

 Conforme Domingues, há casos em que pais ou responsáveis não enxergam mais a necessidade de vacinação, em razão da doença estar erradicada até o momento. “Por isso, é necessário ressaltar a importância da imunização e desmistificar a ideia de que a vacinação traz malefícios", ressaltou.

 A diretora do PNI ainda destacou que as vacinas são completamente seguras. "Em alguns casos, as vacinas podem levar a eventos adversos, assim como ocorre com os medicamentos, mas são infinitamente menores que os malefícios trazidos pelas doenças. As vacinas são seguras e passam por um rígido processo de validação", completou.

Por Leani Ruppel

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